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domingo, 4 de dezembro de 2011

Tockapassear pela Irlanda!! Dia 5 - Dalkey e o Regresso

Último dia na Ilha Esmeralda… Acordamos um pouco mais tarde hoje… Aproveitamos para preguiçar… Afinal, sempre é Domingo… Despedimo-nos de Brendan & Paula, os nossos anfitriões da Quince Cottage, com os conselhos para visitarmos Dalkey, uma cidade portuária que, na época dos Tudors, se tornou num grande porto, já que reunia boas condições para desembarcar as ricas mercadorias que os ingleses na altura traziam para a Irlanda.

Mas antes de visitarmos Dalkey, andámos em busca dos binóculos ultra-potentes, que deram o nome ao Sir Charles of the Missing Binoculars!! Ou Binoculars-Man, para os amigos!!! Hehehe!!! Pois é… Conduzimos pela marginal acima, marginal abaixo, em busca dos binóculos e nada… No banco de trás só se ouvia o Carlitos “Mas era por aqui… Eram uns binóculos potentíssimos!!! Aquilo dava para ver tudo no mar…” Até que lá encontrámos… o sítio!!

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Bom, para todos os efeitos a “Sexy Scone” encontrou depois uma foto dos binóculos desaparecidos, comprovando que realmente o Binoculars-Man não estava doido!!! Eles existiram mesmo!!!

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Depois da vã busca dos binóculos, lá fomos até ao Castelo de Dalkey, onde recuámos no tempo, à era dos Tudors (séc. XVI) e fomos muito bem recebidos pela dona do castelo, que fez questão de nos mostrar os usos e costumes da sua casa, mas só depois de lhe garantirmos que não éramos amigos do inimigo – leia-se irlandeses!!! Caso contrário, pediria ao seu fiel escudeiro que nos atirasse com azeite a ferver e calhaus por uma espécie de chaminé situada à entrada do castelo…

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Sendo portugueses (e os portugueses sempre tiveram uma tradição de amizade com os ingleses) entrámos incólumes!! E lá subimos a escadaria que ia dar ao grande salão onde a senhora do castelo nos recebeu, recrutando o Microman que, a partir desse momento, ficou conhecido pelo Master André-Arqueiro!!!

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A mesa estava posta a rigor e Barnaby, o seu fiel escudeiro mostrou-nos todos os acepipes que lá havia, próprios de um banquete de tirar o apetite… Contou-nos ainda como ele tratava da roupa com urina… E a deixava ali penduradinha, junto à latrina, para que as pulgas saltassem da roupa para fora…

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Depois, subimos à torre, para ver as vistas…

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Aprendendo a lição sobre os ferozes arqueiros que, daquele castelo, se defendiam atirando setas sobre os malvados irlandeses que lhes queriam pilhar a mercadoria… É que naquela altura Dalkey era um porto natural importantíssimo, já que em Dublin as águas eram muito rasas para se poderem atracar navios de grandes dimensões… Então era por Dalkey que entravam as grandes mercadorias para a Irlanda…

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Ora acontece que quando um arqueiro era capturado, os seus 2 dedos indicador e médio eram cortados, para que não mais pudesse empunhar o arco…  Daí o nosso gozo mostrarmos os nossos dedinhos de arqueiros!!!

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Descemos novamente ao salão, onde aprendemos o que faziam na altura aos traidores… Claro que o Master André-Arqueiro serviu de cobaia!!! Hihihihi!!!

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Como a Senhora do Castelo gostava muito da “medicina moderna”, fez questão de nos mostrar como as coisas eram feitas no seu castelo, mostrando-nos o seu carrinho de cirurgião e como na altura as pessoas eram curadas das suas maleitas com sangrias; aliás o pau, onde enrolavam as ligaduras dos feridos e que teria uma cor vermelha, colocado na porta, provava que naquela casa teria havido alguém doente (ou um traidor)…

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Mostrou-nos ainda a sua teoria de beber a urina dos pacientes para saber algo sobre as suas maleitas e humores… E claro, quando sangrou o Master André-Arqueiro, ela bem queria que ele desmaiasse, mas ele não estava para lá virado… Começámos nós a dizer “Desmaia, desmaia.” E ela também lhe solicitou “Dish maia! Dish maia!!” E ele lá nos fez a vontade!!! Hehehe!!

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Enfim, acabou por ser uma manhã muito bem passada neste castelo que, na prática era somente um salão e um torreão, mas com esta encenação histórica em que apelam aos visitantes também a participar, tornou-se numa visita inesquecível. Um exemplo para os nossos castelos poderem dar-nos mais e melhores indicações sobre o que estamos a visitar…

Mas a nossa viagem estava a chegar ao fim… E depois de uns scones e chocolates (six e não sex – aqui no sul o sotaque não é tão arrevesado), lá fomos nós em direcção ao aeroporto…

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E daí para o avião… Tudo a horas, tudo certinho… Tudo prontinho para regressar a casa desta grande viagem!!!

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Pelo caminho fomos ainda apreciando o por-de-sol fantástico sobre as nuvens…

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Já em Portugal, e para terminar em beleza, fomos jantar ao Hennessys Irish Pub, para brindarmos a mais viagens destas com a já famosa Guiness!!

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Slainte!!! E tockandar!!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tockapassear pela Irlanda!! Dia 4 - Dublin

Depois de um belíssimo pequeno almoço, partimos para Dublin… Hoje era dia de visitar a urbe… A capital da Irlanda… Depois dos espaços abertos que visitámos, a cidade era como que uma floresta de betão, com o ruído do trânsito e das milhares de pessoas que por ali circulavam… E nós por ali, à solta…
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Primeiro, passámos pela O'Connell St., a avenida principal de Dublin, ostentando a estátua de Daniel O'Connell, um líder político irlandês do séc. XIX.
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Cruzámos o Rio Liffey e fomos até Trinity College, a universidade de Dublin, fundada em 1532, onde vimos a exposição sobre o Book of Kells – uma bíblia escrita, ou deverei dizer desenhada, na cidade irlandesa de Kells, bem como a Biblioteca Antiga, com o seu Long Hall, todo em mogno, ostentando bustos de antigos filósofos e escritores irlandeses…
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Depois disso, passámos perto da estátua da Molly Malone, musa da música com o mesmo nome, que ainda hoje ostentava os seus "cockles & mussels, alive-alive-oh" – amêijoas e mexilhões, vivinhos
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Atravessámos o St. James Park… Um oásis de verde e água no cinzento da cidade, onde o Daffy Duck mergulhava…
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Que bem soube passear por aqui…
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A caminho de St.Patrick's Cathedral e dos seus fantásticos vitrais…
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Depois, visitámos ainda Christchurch Cathedral, onde decorria uma espécie de festival de artesanato, com tasquinhas… Aproveitámos e almoçámos por ali…
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E depois então, já de estômago refeito, avançámos para a Fábrica da Guiness…
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Onde começámos a nossa experiência por ver o contrato de aluguer daquela área por 9000 anos que Arthur Guiness fez em 31-12-1759.
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Apreciámos a exposição, observando cada um dos elementos e etapas que constituem o fabrico desta aclamada cerveja negra…
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E sentámo-nos no cadeirão do 5ºIngrediente… Sim, o Sr. Arthur Guiness…
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Depois, aprendemos a servir uma pint of Guiness… E foi vê-las a sair… 3 em linha!!!
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Slainte!!! À nossa, à vossa, à de todos a que queremos e nos querem bem!!!
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No final da visita, a noite começara a cair em Dublin… Eram perto das 17h… Escurecia…
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Caminhámos pelas ruas da cidade, até à Carrolls, para as comprinhas… E depois de em plena rua cantarmos ao telemóvel os Parabéns a alguém muito especial que naquele dia fazia aninhos, continuámos o nosso caminho, seguindo o curso do Rio Liffey…
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Atravessámos a sua famosa ponte pedonal Ha'penny Bridge, ou ponte do 1/2 pennie – assim conhecida por ter sido garantido o direito de se cobrar meio pennie aos transeuntes durante 100 anos, (desde 1816) para equivaler ao valor pago pela travessia de ferry que era anteriormente feita.
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Passeámos pelas iluminadas ruas de Dublin… Grafton St, (o equivalente à R.Augusta) repleta de luzes de Natal…
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E fomos dar novamente à O'Connell St., com a Spire ao fundo, iluminada no topo…
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E do outro lado, a colorida árvore de Natal de Dublin… Felizmente que, apesar da "crise", aqui ainda há luzes de Natal!!!
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Noite feita, começam os nossos estômagos a dar indicação de vazio… Lá vamos nós então para o St.John's O'Gogarty Pub…
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Para ouvir uma musiquinha e participar no "craic" irlandês, para abrir ainda mais o apetite…
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Chegada a hora de jantar, subimos ao piso do restaurante… E tockacomer!!!
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E que bem que se comeu… Depois, para desmoer, passeámos um pouquinho por Temple Bar (uma espécie de Bairro Alto irlandês)…
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E regressámos ao B&B para uma noite de bons sonhos… A última noite na Irlanda…