Sábado fizemos uma caminhada em Sintra com alguns amigos – alguns que descobriram um outro lado de Sintra, o natural. Peguei no usual trilho que já fizemos por várias vezes e umas alterações ali… outras acoli… e acabámos por fazer 19km (trilho azul) de boa disposição por carreirinhos do bosque de Sintra.
Saímos da Barragem do Rio da Mula, como sempre, pelo trilho das Minas, sempre a subir, rumo à Pedra Amarela.
Aí uma ligeira pausa para hidratar e apreciar a vista…
E depois, tockandar, pelo meio do bosque,
Passando por trilhos ladeados por campainhas ou “bocas-de-lobo” como lhes chamam na Serra da Estrela.
De um lado flores rosas… Do outro amarelas…
E nós no meio!!
Fazendo companhia às borboletas que, imóveis, parecem posar para a foto…
As gotas da chuva do dia anterior ainda pendem das pétalas das flores…
Reflectindo a luz, como se fossem pequenos cristais de diamante
E ao lado de uma esteva caída,
Encontramos uma fonte, já perto da Peninha, onde nos refrescamos…
Caminhando para a Peninha, as nuvens parecem baixar e cobrir o monte. Chegamos, paramos e merendamos… E como disse o AC: “Estas são as melhores paragens!!”.
As vistas estão encobertas e voltamos a descer, passando ao lado destas flores cobertas de vida…
Como já não chove, as borboletas aproveitam para secar as suas asas… E eu aproveito para as apanhar!
Entramos de novo no bosque…
Um bosque sombrio, de contos de fadas…
E penetramos no seu interior, cruzando-o por carreirinhos, passando ao lado das Pedras Irmãs e descendo para apanhar o trilho que irá dar a Adrenunes…
Mas antes, um zig, em vez de um zag, leva-nos a esta belíssima lagoa, onde as rãs (en)cantam…
Vigiada pelas bocas de lobo e pelas borboletas…
Aqui encontramos umas minúsculas rãs, com menos de 1cm de comprimento, que pulam no trilho…
Deixamo-las em paz e voltamos atrás… Este não é o nosso caminho… E passando por um trilho, que segue por um vale, encontramos novamente as borboletas, que continuam imóveis, de asa aberta…
E passo após passo, eis que chegamos a Adrenunes.
Anta feita por mão humana, ou formação rochosa natural? Já ouvi as duas teorias… Seja o que for, é um sítio especial, com vistas fantásticas… Mas o tempo hoje estava meio nublado… o que ainda assim lhe conferia um ar ainda mais místico. Seguimos viagem…
Por entre os carreirinhos e trilhos do bosque de Sintra, com alguns avanços e recuos vamos dar ao caminho bem conhecido que nos leva ao Tholos do Monge.
E daí foi só descer, apanhando o Trilho das Pontes…
Que cruza a ribeira da Mula em vários pontos,
Aqui a minha primeira experiência (e sem tripé) daquelas fotos que parecem reter a pincel as quedas de água… ;) Grata JR pelas dicas!
Mas como dizia… O trilho das pontes que cruza a ribeira e ao mesmo tempo nos leva a passar por entre os troncos de inúmeras árvores altas… É um outro mundo…
Que nos leva à Barragem do Rio da Mula, onde termina esta caminhada!
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